Conteúdo colaborativo, participativo, semântico, 2.0, social, etc… dê o nome que quiser, afinal tudo não passa de um ponto de vista cultural.
Nós já havíamos publicado sobre o “conceito2.0“, “a briga com o browser“, “a exaustão 2.0” e “o poder da simplicidade” e esse Post vem para dar continuidade a saga, e ainda te encher de interrogações.
Depois de dois meses mergulhados em LULI RADFAHRER e afins, o projeto “inovador” finalmente ficou pronto. Todo conceito 2.0 trabalhado a fio, pois a aplicação carrega os elementos essenciais para ser, pois tem sentimentos, utilidade, foco, velocidade, simplicidade, é humana, e não custa nenhum centavo para as pessoas que “direta/indiretamente” ela “tende a beneficiar”. Não minto que a “visão Google” não nos influenciou ou que não fomos um tanto quanto precipitados ao pensar que nosso cliente estava preparado para sair do “1.0 raiz” para o “full 2.0 / 2.0 a flor da pele”.
Nas vésperas de uma apresentação “não apenas de um projeto para um grande cliente” se tem todo tipo de sensação, é incrível, recomendo a todos tal experiência, e com a pouca bagagem que carregamos já posso dar alguns pontos de vistas quanto a forma de pensar ou projetar a aplicação/solução.
Vou resumir, pois as anotações são várias, mas o essencial é:
- Entenda que 2.0 é um conceito, e depende de um aceite cultural, leve em conta que seu cliente possa não saber e nem se importar com esse conceito e que ele ainda pensa que internet não passa de um mal necessário para sua corporação, afinal o concorrente dele tem um site.
- Vá devagar, comece no 1.0, vá para o “1.1, 1.1.2 , 1.2″ . etc … até se com sucesso e com a prova dos resultados obtidos nas etapas anteriores chegaste ao 2.0.
- Sim poluição visual, infelizmente seu cliente ainda prefere as coisas que pulam, piscam e fazem barulho.
- Tenha em mente que toda mudança para Web depende de mudanças internas e culturais, saiba identificar se seu cliente “companhia” está preparado para essas mudanças.
- Seu cliente ainda pode pensar que os clientes dele não são as pessoas, mas sim meros CNPJs.
- E a principal notação, Não bata de frente com seu cliente “não nas primeiras reuniões”, seja parcial e esteja pronto para ouvi-lo, e para fazer o Mix ideal dos conceitos. Cuidado para não causar sustos.
Acredito que tudo é válido, desde que adaptado e “casado” com o resto. Lembre-se que o “profissional” de WEB é você, e não seu cliente ou as pessoas que estão naquela sala te ouvindo, e que muitos ali não passam de meros “usuários” cuja maior experiência 2.0 que já tiveram foi com o Orkut, e que acreditam que para o Orkut funcionar, ele não depende das pessoas que o utilizam, ou ainda que as redes sociais são apenas simples “sites ou programinhas” na internet.
A dificuldade de ser 2.0 e levar o 2.0, é ainda maior quando se fala de grandes empresas, empresas tradicionais e nas empresas familiares. Seja persistente, sábio e “meio mago” para lidar com isso, considere a possibilidade de arriscar e ignorar alguns conceitos preciosos, mesmo que você os “reze” e os dissemine. Para não perder o cliente e para ter a oportunidade de entrar com ele saiba evoluir aos poucos, e mudar dia a dia a cultura 1.0 que reina sob aquela companhia.
Aproveito o “Gancho”, e deixo a enquete.

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Post: Junior Conte
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